sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Idoso morre durante relação sexual e mulher fica presa a ele


A dupla precisou ser encaminhada ao hospital para ser separada cirurgicamente

Um homem idoso acabou morrendo durante a relação sexual com uma mulher. O homem e a prostituta precisaram ser encaminhados para o hospital, pelo fato de que a mulher ficou presa ao corpo do homem.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o casal é retirado de uma casa em uma maca depois do incidente. Nas imagens, a mulher parece estar se mexendo sob um cobertor.
A morte durante a relação sexual pode ocorrer devido à tensão da atividade que pode levar a um ataque cardiovascular súbito. Especialistas explicam que os dois podem ter ficado presos pela ocorrência rara conhecida como “captivus pênis”, que acontece quando os músculos vaginais se contraem de maneira extrema que acaba prendendo o pênis do parceiro.
Acredita-se que o incidente tenha ocorrido na China, e as imagens parecem pertencer a um site chinês.  O caso ganhou o mundo depois de compartilhamentos feitos por usuários on LiveLeak.
A separação da dupla foi feita cirurgicamente em um hospital antes de que o homem fosse encaminhado para o necrotério.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Gestão da vida: a importância de se organizar

Erroneamente buscamos gerenciar nosso tempo sem nos atentarmos de que na verdade precisamos aprender a gerenciar nossas vidas!

Hoje mesmo, em um grupo de WhatsApp li de uma pessoa: alguém sabe como fazer o dia ter mais de 24 horas?
Quem nunca se fez essa pergunta ou desejou tal acontecimento.
No entanto, algo que definitivamente precisamos compreender é que não temos o poder de gerenciar o tempo. Ele é único e exatamente o mesmo para todos nós. Um dia é composto por 24 horas, independente de sua situação emocional, posição financeira ou social. Precisamos então aprender a gerenciar nossas Vidas para que dessa forma possamos aproveitar da melhor forma possível o presente que nos é dado a cada amanhecer.
E para isso existem algumas dicas básicas, porém extremamente úteis para nos tornarmos mais produtivos ao longo dessas 24 horas.
Algumas dicas:
Mantenha um padrão mínimo de organização.
Isso é fundamental para nos tornarmos mais produtivos e melhorarmos nossa performance, seja no trabalho, seja em nossa vida pessoal. Já existem pesquisas científicas que comprovam que um ambiente desorganizado, com bagunça gera desânimo e torna as pessoas mais reativas e improdutivas.
Você não precisa ser um perfeccionista, mas pode buscar maneiras práticas de manter aquilo que precisa, que usa com frequência mais próximo ao seu alcance. Lembre-se que quando sabemos exatamente onde as coisas estão economizamos um tempo precioso tendo que procura-las de maneira aleatória.
Identifique quais são suas prioridades
O que você faz que realmente gera resultados para você? A resposta para essa pergunta deve entrar na sua lista de prioridades. Faça uma análise das suas atividades diárias, incluindo um tempo para si mesmo e o tempo com a família. Após essa reflexão sugiro a criação de pequenoscheck-lists elencando em ordem de importância seus compromissos diários e semanais. 
Mantenha sua agenda atualizada
Quando você consegue visualizar seus compromissos, facilmente você consegue identificar momentos do seu dia onde você possui disponibilidade para encaixar compromissos que até então você acreditava ser impossível realizar pela “falta de tempo”. Isso evita que assuntos importantes sejam deixados de lado pelo simples fato de um esquecimento ou acumulo de atividades em um mesmo horário.
Quando aplico a ferramenta de planejamento semanal com meus clientes a frase que comumente ouço é: Nossa, me organizando entendi que tenho tempo para muitas coisas!”
Diferencie urgente x importante
Costumo fazer uma definição simples sobre o urgente x importante. O importante são todas as atividades que você realiza e que geram resultados positivos em sua vida e em seu trabalho. Quando mantemos uma rotina de tarefas o importante costuma ser cumprido dentro dos prazos corretos, evitando estresse e cobranças desnecessárias. No entanto, quando não consigo manter essa rotina e aquilo que é importante começa a ser deixado de lado, essa tarefa em pouco tempo torna-se urgente. 
O que aumenta consideravelmente o nível de estresse e a margem de erros, pois a pressão para o cumprimento é muito grande. É quando deixo de apresentar um relatório no tempo correto, por não ter me organizado da forma como era necessário, e preciso fazer hora extra para entregá-lo no dia seguinte pois a diretoria irá se reunir e necessita daquela análise. 
Outro exemplo: quando faço a manutenção correta do meu carro estou prevenindo problemas e isso é Importante. Mas por não administrar corretamente meu tempo, deixo de fazer essa manutenção, então em uma viagem o carro sofre uma pane e preciso chamar um guincho. Chamar o guincho é algo Urgente, em decorrência da falta do cumprimento daquilo que era importante.
Exerça gratidão
Uma das coisas mais importantes que nos ajuda a perceber nosso nível de produtividade é quando encerro meu dia fazendo uma reflexão sobre todos os fatos que aconteceram e ao invés de ficar me lamentando pelo que não fiz ou pelo que aconteceu de errado, começo a agradecer por cada conquista, cada vitória por menor que possa parecer. A gratidão é um estilo de vida, e que se praticado diariamente irá gerar em você o desejo de fazer coisas novas, se lançar em desafios, porque mais importante do que simplesmente fazer, é saber você fez o seu melhor!
Espero que essas dicas possa incentiva-lo a buscar a vida com maiores resultados, porém sem o estresse e a loucura do urgente.
Por fim, gostaria de deixar uma frase muito interessante e que nos causa uma reflexão bem importante:
“QUEM NÃO SE ORGANIZA, AGONIZA!”
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O que fazer quando o outro tenta diminuir você?

Entenda como identificar o comportamento do outro quando ele quer diminuir você.


O que fazer quando o outro tenta diminuir você? Ouvi essa pergunta de duas pesssoas nos últimos dias e resolvi abordar o assunto neste artigo para oferecer a reflexão de como você reage a uma atitude dessas e o porquê desse comportamento do outro.

Vamos analisar sob dois pontos de vista:

1. Sob o entendimento do outro: quando ele diz palavras que te reduzem, faz comparações que te colocam em segundo plano talvez a intenção dele seja se promover. Talvez ELE se sinta em desvantagem e para se sentir melhor, coloque você pra baixo. É legítimo? Sob o ponto de vista de quem age com ética, não, mas pra essa pessoa a ação tem uma intenção positiva: a de se defender de um possível ataque. Mas por acaso você quer atacá-lo? Nããão, mas é o que ele sente, é como ele se sente. Ao entender que todos têm uma intenção positiva quando dizem ou fazem algo, fica mais fácil compreender o porquê de qualquer ação. E ao entender isso, você aprende a lidar com a situação.

2. Aí entra o outro ponto de vista: o seu. Como encarar uma situação dessas? Agora que você já sabe que a intenção dele é se defender, se proteger, como administrar essas palavras ofensivas, sem que isso te abata? Eu gosto muito de uma reflexão que é assim: quando eu te dou um presente, por exemplo: faz de conta que é seu aniversário e eu resolvi estudar o que você gosta, as suas preferências, pra te dar algo bem personalizado. Eu embrulho esse presente super produzido numa caixa linda, com um laço vermelho daqueles de encher os olhos e te entrego. 
O que você faz? Eu imagino que você vai abrir um sorrisão, vai pegar o presente na mão e me agradecer. Mas eu chego pra você com um saco de lixo como presente. Com aquele aspecto de saco de lixo mesmo sem embrulho nenhum, e até com um odor bem ruim, de lixo velho e podre. Você aceita? Eu espero que não. Essa é a questão: está em nosso poder aceitar o que o outro quer entregar. E se ele só pode entregar um saco de lixo, muito lamentável, mas você não tem que aceitar. Porque as pessoas só dão o que tem pra dar. Portanto não é o que o outro te dá que tem relevância, o que está em jogo é a forma como você recebe o que o outro tem a intenção de te dar.
A forma de reagir a isso vai determinar o tipo de comunicação que você terá. Se interpretar a tentativa do outro de te diminuir como uma agressão, talvez queira agredi-lo de volta e aí a relação se torna uma guerra. Se você optar por ficar quieto e engolir seco (você não precisa fazer isso), isso pode te amargurar tanto que vai estragar seu dia, às vezes sua vida. Você pode se aquietar, se fechar e se impedir de ser você mesmo, acreditando no que o outro disse, aceitando o estado a que ele quis te colocar.
Pra ficar imune a isso, em primeiro lugar é fundamental que você se conheça, que olhe pra dentro de você e enxergue o que tem de bom. Faça a sua lista de pontos positivos, reforce pra você mesmo do que é capaz, o que você faz bem... isso é autoamor, isso é se reconhecer, isso ajuda a entender que você merece o que tem e onde chegou. Essa é a base da autoestima que te ensina a se posicionar melhor diante das pessoas e situações. Esse é o caminho para a construção de um comunicador mais presente, mais brilhante, mais intenso.
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sábado, 3 de setembro de 2016

O desejo não correspondido de ter filhos


Uma pesquisa recente mostrou a frustração de muitos casais sem filhos ou que não conseguiram ter uma família tão numerosa como gostariam

Para um número cada vez maior de casais, a pior fonte de angústia é de ter menos filhos do que gostariam, ou de não ter filhos.

O planejamento familiar tem sido um grande sucesso. A taxa de fecundidade mundial diminuiu de 5,1 crianças por cada mulher em 1964 para a taxa atual de 2,5. Só na África subsaariana ainda existem famílias numerosas, mas ainda assim, o número de filhos está diminuindo.

 É uma notícia importante. Mostra que as mulheres têm mais controle sobre seus corpos e que os pais não precisam mais se reproduzir, não só pelo prazer de ter filhos, como também pelo medo da morte de alguns deles.

Mas essa vitória do planejamento familiar esconde um problema crescente. Para um número cada vez maior de casais, a pior fonte de angústia é de ter menos filhos do que gostariam, ou de não ter filhos. 

A pedido da revista The Economist, a empresa de consultoria Globescan realizou uma pesquisa em 19 países, na qual os entrevistados disseram quantos filhos gostariam de ter e quantos imaginariam ter em termos concretos. 

Nos países desenvolvidos, os casais eram menos férteis do que gostariam e muitos casais em países em desenvolvimento também se ressentiam de não serem tão férteis como desejariam.

A infertilidade é uma das causas do problema, não só nos países desenvolvidos, onde os casais adiam os planos de terem filhos até um momento em que é tarde demais, mas também em países pobres, com condições piores de saúde pública. 

Além disso, deBrooklyn a Pequim, o custo de moradia e educação é tão alto, que muitos casais jovens não têm o número de filhos que gostariam por razões econômicas.

Em alguns casos, o sofrimento de não ter filhos ou de ter menos do que o desejado causa depressão e, em países em desenvolvimento, pode ser uma fonte de catástrofe social. 

Os casais se empobrecem com as tentativas de tratamentos de fertilização ineficazes; os maridos se divorciam de mulheres estéreis e, muitas vezes, elas são estigmatizadas pela sociedade ou sofrem punições severas.


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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Um novo meio de medir o progresso social


A complexidade do século XXI exige uma nova avaliação do desenvolvimento humano e social

Nos últimos anos surgiram novos índices com uma abordagem mais ampla do que a simples avaliação do PIB per capita da dimensão econômica do desenvolvimento.

Há muito tempo, segundo analistas, a produção econômica não é mais um indicador adequado para medir o progresso das nações.

 Um dos primeiros indicadores de avaliação de progresso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, foi elaborado em 1990 e analisa dados referentes à renda, à educação e à expectativa de vida para classificar os países de acordo com seu grau de desenvolvimento humano. 

Mas nos últimos anos surgiram novos índices com uma abordagem mais ampla do que a simples avaliação do PIB per capita da dimensão econômica do desenvolvimento.

Um deles, o Índice de Progresso Social (IPS), publicado pela organização sem fins lucrativos americana Social Progress Imperative, exclui o PIB em sua análise e concentra-se na avaliação de 53 indicadores sociais e ambientais divididos em três áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar social e oportunidades.

O último índice, publicado em 28 de junho, mostrou algumas surpresas em seu ranking. Os países nórdicos, a Europa Ocidental, o Canadá e a Austrália destacaram-se na pontuação referente à satisfação das necessidades básicas dos cidadãos como moradia, água e saneamento, saúde e bem-estar, segurança, acesso à internet, tolerância e inclusão social, e acesso à educação superior. 

Os Estados Unidos foram classificados em 19º lugar no ranking devido às deficiências no âmbito da segurança pessoal, saúde e qualidade ambiental. 

Os países africanos e as nações com conflitos internos, como o Iêmen, tiveram o pior desempenho na avaliação do índice.

Como o gráfico mostra, os países mais desenvolvidos têm um nível maior de progresso social. Mas esse progresso não é linear e existem exceções importantes. Os ganhos no progresso social diminuem em países com uma renda média.

 Por sua vez, esses progressos encontram obstáculos em países ricos, que enfrentam problemas como obesidade.

As nações acima da linha de pontuação do índice têm uma capacidade maior de prestação de serviços e de estímulo à tolerância e à igualdade social proporcional à sua renda. Mas como a linha mostra na relação estatística entre o PIB e a pontuação do IPS, há uma distorção referente à riqueza dos países do Golfo Pérsico. 

Os autores do índice também compararam o desempenho de um país com 15 países com um PIB semelhante. Nessa avaliação 19 países destacaram-se, entre eles Costa Rica (mais uma vez) e Uruguai. Os países latino-americanos que se esforçaram para criar instituições democráticas que respeitam os direitos humanos contribuíram muito para o desenvolvimento da região.

Os países ricos em petróleo como a Arábia Saudita, Catar e os Emirados Árabes Unidos são os piores entre as 35 nações com um desempenho fraco, bem abaixo da média em razão das culturas fechadas e repressoras, intolerância religiosa e falta de liberdade pessoal. 

Os Estados Unidos têm um desempenho fraco de cerca de cinco pontos entre a Venezuela e o Egito. O PIB da Bulgária tem um nível semelhante ao da Tailândia, mas a contribuição financeira da União Europeia elevou sua posição. 


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sábado, 13 de agosto de 2016

30 provérbios chineses para inspirar sua rotina

"A persistência realiza o impossível"


Com poucas palavras, os provérbios chineses têm difundido sabedoria e inspiração há milhares de anos. Muitos falam de habilidade, perseverança, conhecimento e sucesso, e podem trazer grandes lições para a atualidade. Pensando nisso, separamos alguns dos melhores provérbios chineses:
1. Limitações são fronteiras criadas apenas pela nossa mente.
2. Só o tempo e o esforço trazem a competência.
3. Ao morrer, o leopardo deixa sua pele. Ao morrer, o homem deixa seu nome.
4. Sem a oposição do vento, a pipa não consegue subir.
5. Seja lento na promessa e rápido no desempenho.
6. Palavras ríspidas e argumentos pobres nunca resolveram nada.
7. Pobres são aqueles que não têm talentos, fracos são os que não têm aspirações.
8. O bom estrategista traz um exército dentro da cabeça.
9. A derrota só será uma bebida amarga se concordarmos em tragá-la.
10. A persistência realiza o impossível.
11. Não compense na ira o que lhe falta na razão.
12. Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.
13. Para cortar uma árvore bem rápido, gaste o dobro to tempo afiando o machado.
14. Para ganhar cem vezes em cem, estude bem o seu oponente.
15. Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que já possuímos.
16. Costumamos encontrar nosso destino justamente onde nos escondemos para evitá-lo.
17. Espere com paciência, ataque com rapidez.
18. Os covardes sonham, os corajosos têm visões.
19. O aprendizado é como o horizonte: não há limites.
20. A vida nunca poderá dar segurança, só pode prometer oportunidades.
21. Um pássaro não pode voar enquanto suas penas não estiverem plenamente desenvolvidas.
22. Até as torres mais altas começaram do chão.
23. Tecer uma rede é melhor do que rezar por um peixe à beira d'água.
24. A preocupação nunca venceu o destino.
25. A ganância entra no coração para roubar a paz de espírito.
26. A sorte se apresenta sob muitos disfarces.
27. Fracassar não é cair, é recusar-se a levantar.
28. A engenhosidade ilumina o caminho para o sucesso.
29. Sem a experiência nunca teremos o conhecimento pleno.
30. Os melhores estrategistas nunca são impulsivos; os melhores líderes nunca são arrogantes.
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quando a ansiedade se torna um transtorno

Entenda os dilemas que um ansioso crônico tem de enfrentar todos os dias

Transtornos mentais como a depressão estavam entre as 20 principais causas de incapacidade ao redor do mundo em 2014, de acordo com a OMS (Foto: Pixabay)

O que você faria se seu coração acelerasse de repente, se você não conseguisse parar de tremer ou se tivesse dificuldade de respirar? Você iria ao médico, tomaria um remédio? E o que faria se tivesse a sensação de que iria morrer? Estes são alguns dos possíveis dilemas de quem sofre de problemas relacionados com a ansiedade crônica.

Se você andar numa floresta e der de cara com uma cobra, seu corpo vai entrar em estado de alerta, o que provavelmente vai lhe causar um desconforto. Esta é uma ansiedade normal e esperada. Mas quando não há estímulos externos que ofereçam perigo e mesmo assim o desconforto tende a se repetir, esta ansiedade pode estar se tornando um transtorno, segundo explica o psiquiatra e psicanalista Sergio de Almeida, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

Segundo um levantamento do World Bank Group com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 416 milhões de pessoas sofriam de depressão ou de

ansiedade crônica em 1990, só que este número subiu para 615 milhões em 2013. No entanto, este número pode não estar relacionado com a incidência de casos, mas com o acesso à informação e ao diagnóstico do problema.

Segundo o psiquiatra, os transtornos relacionados com a ansiedade não são novidade. Mas como temos maior facilidade ao acesso de informações, ele se tornou mais discutido. “O que vai caracterizar o perigo da ansiedade não é só a repetição, mas as consequências que ela vai causar ao organismo da pessoa. O desconforto repetitivo vai engendrar reações orgânicas, ora pressão alta, ora o desencadeamento de um quadro diabético, ora o desencadeamento de uma dor de cabeça”. A ansiedade pode, então, gerar vários tipos de transtornos como o transtorno geral de ansiedade (TAG), atos fóbicos, quadros de evitação e transtornos do pânico.

Diminuição de produtividade
Transtornos mentais como a depressão estavam entre as 20 principais causas de incapacidade ao redor do mundo em 2014, de acordo com a OMS. Segundo o levantamento do World Bank Group com a OMS, o custo de perda de produtividade no ambiente de trabalho por conta da depressão e da ansiedade crônica é de US$ 1 trilhão por ano (mais de R$ 3,5 trilhões segundo o câmbio atual). A maioria destas pessoas não recebe tratamento adequado e com isso elas ficam incapacitadas de trabalhar, diminuem sua produtividade e faltam ao trabalho. Enquanto isso, o governo recebe menos impostos e gasta mais com a saúde e o bem-estar.

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, apenas em março deste ano, mais de três mil pessoas receberam auxílio-doença por problemas relacionados com a ansiedade. Segundo o World Bank Group e a OMS, apenas 3% dos gastos mundiais vão para a saúde mental. Só que segundo um artigo publicado no The Lancet Psychiatry em abril, baseado em dados do Global Burden of Disease 2010, investir no tratamento para a depressão e a ansiedade leva a um retorno quatro vezes maior.  

O psiquiatra lembra que ninguém está isento da ansiedade crônica ou de seus possíveis transtornos. “Dentro do indivíduo pode haver fontes ansiogênicas muito grandes. Às vezes é um pensamento, uma lembrança, um desejo. E isso pode ser uma fonte de angústia muito difícil de ser suportada”.

Segundo a psicanalista Miriam Tawil, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, há certo exagero em dizer que a ansiedade é o mal deste século, porque isto sempre existiu. “Hoje as relações são mais líquidas. Com a tecnologia, os vínculos humanos podem ser mais frágeis. 

A relação muitas vezes é vista como uma ação na bolsa de valores e saímos e entramos nelas conforme os ‘lucros’. Só que as dores e lutos de entrar e sair de relacionamentos são muito sofridos e aí há um aumento de ansiedade.” A psicanalista lembra que entre as consequências da ansiedade crônica, a pessoa pode perder parte de sua autoconfiança, pode ter uma expectativa pessimista, uma ideia aflitiva permanente ou uma ansiedade relacionada ao corpo.

Mas o que você pode fazer se esta angústia estiver se tornando um problema na sua vida? Sergio de Almeida diz que é essencial consultar um profissional competente. Além disso, exercícios físicos também podem ajudar a aliviar a ansiedade. “O organismo se vê inundado por químicas cerebrais chamadas neurotransmissores. As atividades corporais são vias auxiliares para que esta energia que está solta no organismo, causando mal estar, possa ter outros encaminhamentos”.
“Fica calmo!”

Dizer para uma pessoa em crise para ela se acalmar adianta? Uma pessoa pode dizer “fique calmo” de várias formas, tentando censurar a pessoa, tentando ouvi-lá ou até mesmo tentando reprimi-la. “Eu não ligo muito para aquilo que é dito nestas horas, mas como é dito. É fundamental que você ofereça para a pessoa que está ansiosa, portanto com um medo terrível e avassalador, uma atmosfera de segurança. Não importa o que você vai dizer, às vezes, só um abraço ou um olhar já ajuda mais do que dizer ‘fica calmo’ ou outra coisa”, explica o psiquiatra.

Nina*, de 26 anos, é universitária. Ela saiu da casa dos pais em São Paulo para morar sozinha e estudar no Rio de Janeiro. Ela tinha uma rotina agitada, trabalhava 8h por dia e assistia aulas, na faculdade, todos os dias no turno da noite. Nos finais de semana, ou ia ver a família ou fazia os trabalhos da faculdade. Mas, em 2015, ela começou a sentir coisas que iam além de seu controle.

 Em um dia normal de trabalho, Nina não se sentiu bem. Ela achou que sua pressão tivesse subido muito e começou a chorar. Nina foi para o hospital, onde a médica afirmou que sua pressão estava normal. Depois de receitar um calmante, a médica pediu para que ela procurasse um psiquiatra. Foi assim que Nina descobriu seu problema com a ansiedade. “Eu passei muito mal, achei que fosse morrer”. O psiquiatra receitou remédios, mas ela não queria tomá-los. Tomou um dos três que haviam sido receitados e depois parou por conta própria. “Só que às vezes a crise volta”. Nina procurou então um psicólogo com quem se consulta de 15 em 15 dias até hoje. 

Ela conversou com a mãe e com a irmã sobre o assunto, mas elas não deram muita importância. “Acho que o que ocorre é que as pessoas não têm muita noção que isto precisa de tratamento”. Aconteceu a mesma coisa quando ela explicou para o chefe o que teve. “Ele não entendeu, achou que era frescura minha”.

Amanda*, de 19 anos, teve sua primeira experiência com a ansiedade crônica ainda na escola. Ela estava indo para o Ensino Médio, havia pressão para passar no Enem e para decidir qual curso faria na faculdade. “Eu comecei a perceber que eu não respondia [às pressões] de um modo saudável como as outras pessoas”. O problema não ficou só na escola, foi também para a vida pessoal de Amanda.

 Só que ela tinha medo de procurar ajuda por achar que ninguém a levaria a sério. Depois de quase três anos, Amanda contou para sua mãe o que estava acontecendo. Ela pediu para que a mãe mantivesse o assunto em segredo. “Meu pai acha que não existe ansiedade e depressão”. Ela queria ir a um psiquiatra, mas a mãe recomendou que fosse primeiro a um psicólogo. 

Amanda teve uma experiência ruim, ouviu do então profissional que ela estava exagerando, de que tudo aquilo era normal. “Eu não acho normal você não conseguir sair da cama para fazer tarefas básicas”. Ela então foi ao psiquiatra. Depois de dois anos de tratamento, Amanda recebeu alta. “Crises, eu ainda tenho, não é uma coisa que se cura, mas que diminui e com a qual você aprende a viver”.

Diego*, de 24 anos, sempre se considerou uma pessoa ansiosa. Só que na faculdade, ele começou a perceber que não estava conseguindo realizar tarefas cotidianas. Ele tentou se controlar, suspeitava de um possível diagnóstico, mas só procurou ajuda quando viu que a situação estava insuportável. Ele foi ao psicólogo, que o recomendou um psiquiatra. Seu diagnóstico era o mesmo de sua suspeita: transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Diego sentia a necessidade extrema de cumprir determinados rituais como checar inúmeras vezes se a porta estava fechada. 

Como consequência disso, tinha estresse excessivo, que o deixava com dor de cabeça e irritado. O remédio receitado pelo médico o ajudou a controlar o sentimento de culpa quando não cumpria uma das tarefas dos seus rituais. Ele conversou com os pais sobre o assunto, mas a mãe dele até hoje não entende. “Ela acha que isso não é um problema como diabetes, por exemplo, mas é”. Diego está em tratamento há quatro anos.

Não bastam os sintomas nem a angústia, muitas pessoas que sofrem com a ansiedade temem o rótulo que podem receber da sociedade ao ter que ir ao psiquiatra ou ao ter que tomar remédios. O preconceito ainda é uma realidade. Como os casos de ansiedade estão sendo mais discutidos, principalmente, nas redes sociais e nos meios de comunicação, as pessoas se sentem mais confortáveis para compartilhar seus sentimentos. 

Ninguém está isento a questões como estas, como explicaram os especialistas, por isso buscar a ajuda de um profissional qualificado é a melhor forma de enfrentar seus piores monstros.

*Nomes fictícios foram utilizados para preservar as identidades das fontes.

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

'Hormônio do amor' ajuda a emagrecer


A substância melhora o humor e diminui a ansiedade, o que pode reduzir a vontade de comer.

 O parto, a atividade física rigorosa e o sexo podem parecer atividades distintas em seus fins, mas têm algo em comum: a produção de oxitocina, o ‘hormônio do amor’, que mexe com o comportamento humano e pode levar ao emagrecimento.

 A substância melhora o humor e diminui a ansiedade, o que pode reduzir a vontade de comer.
 “Das três opções (produtoras de oxitocina), é fácil escolher a melhor”, brinca o estudante Felipe dos Santos, de 23 anos.

“A oxitocina melhora o humor e diminui a gula e a ansiedade. Ela altera o comportamento alimentar, diminuindo a compulsão”, explica o endocrinologista Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), da PUC-Rio. O hormônio é produzido pela hipófise e liberado na corrente sanguínea.

'Hormônio do amor' mexe com o comportamento humano
De acordo com a clínica geral Márcia Umbelino, especialista em medicina ortomolecular, a oxitocina atua na produção de hormônios anabolizantes, o GH e o testosterona, que ajudam a transformar massa gorda em massa magra, que é a massa muscular. “A oxitocina inibe um hormônio catabólico chamado cortisol, que o ansioso produz em alta quantidade, facilitando a formação de massa muscular, já que o anabolismo celular é facilitado quando você diminui o cortisol”, explica. Ela destaca, também, o aumento da libido.

Pesquisa nos EUA atesta os efeitos
O endocrinologista Pedro Assed ressalta que o medicamento do hormônio ainda está em fase inicial de desenvolvimento, e deve demorar a sair. “Pelo menos uns cinco, dez anos. Os resultados ainda são muito conflitantes, há muito a ser estudado”, elucida. 
Pesquisa recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, testou a aplicação do hormônio, em formato de spray nasal, em um grupo de pessoas.

 Depois, levaram-nas a um restaurante, onde podiam comer à vontade. Os que receberam oxitocina ingeriram, em média, 122 calorias e 9 gramas de gordura a menos do que quem tomou um placebo. 

Além de reduzir a ingestão calórica, o hormônio do amor melhorou o metabolismo dos voluntários: o processo que transforma a gordura corporal em energia foi acelerado e a sensibilidade à insulina foi aumentada, ajudando o organismo a eliminar o excesso de açúcar do sangue.

Hormônios que atuam na perda de peso
Outros hormônios, de modo natural ou medicinal, ajudam na perda de peso. O GLP-1, produzido no intestino, propicia uma velocidade menor da digestão. 

Com isso, segundo Pedro Assed, a sensação de satisfação é prolongada. Pacientes obesos e diabéticos, por exemplo, têm uma quantidade reduzida do hormônio no organismo, e, sob consulta médica, podem tomá-lo. 

A insulina, por sua vez, é um hormônio anabólico que pode ser prejudicial. Quanto mais peso se ganha, o corpo produz mais insulina, criando uma “bola de neve”. Para facilitar a ação do hormônio no corpo, é recomendada a prática de atividades físicas.

Outros emagrecedores, mas que não devem ser tomados, são os hormônios T3 e T4. Produzidos pela tireoide, eles controlam o metabolismo e podem acelerá-lo.

 Contudo, não devem ser tomados, pois podem provocar diarreias e arritmia cardíaca.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Como a ditadura do sucesso pode acabar com a sua felicidade


Muitas vezes o conceito de sucesso nos é imposto e passamos a perseguir objetivos e sonhos que não estão alinhados com nossos próprios valores e desejos. Assim, surgem pessoas reconhecidas por seu sucesso em determinada área e ao mesmo tempo completamente infelizes.
Muitas pessoas que chegam no topo, na verdade, estão infelizes
Num mundo onde a grama do vizinho está cada vez mais verde, com tantos filtros e ajustes, fotografada pelo melhor ângulo e compartilhada à exaustão, você ainda sabe mesmo o que é sucesso para você?

Para alguns, sucesso é ser o melhor da sua turma, passar no vestibular daquela universidade ultra conceituada, se formar, fazer aquela especialização, um MBA, aquele mestrado, por que não um doutorado? Um emprego dos sonhos ou abrir o seu negócio e ficar milionário, comprar um carrão, casar com aquela mulher estilo capa de revista ou com o bonitão parecido com algum astro de cinema, ter filhos lindos, saudáveis e inteligentes e morar naquela casa de editorial de revista de design, com uma academia particular pois, afinal, você não quer perder a forma... 

E, o melhor de tudo isso, postar as fotos de todas essas conquistas para ser, ao mesmo tempo, aplaudido e invejado por amigos, familiares e inimigos...

Para outros, que sequer chegam a conceber que também estão em busca de sucesso, a realização é ser espiritualizado, fazer aquela mais nova terapia holística quântica transcendental, ser desapegado do dinheiro, ser muito caridoso, uma referência na igreja ou um expert em meditação, romper com tudo aquilo que você acredita ser um padrão da sociedade imposto pelo capitalismo, pelos seus pais, ou sei lá por quem. 

Você não cai nessa armadilha! Você é mais esperto, afinal, depois de tantas horas em transe, é praticamente um iluminado! E o melhor de tudo isso, ser reconhecido por sua humildade e por seu desprendimento, ser admirado e considerado alguém que já transcendeu as ambições comuns...

E assim, nos acostumamos com definições de sucesso e realização vindas de fora, vindas dos outros, vindas de padrões ilusórios, através de fórmulas mágicas: "Faça como eu fiz, seja como eu sou e você terá o meu sucesso!"

E assim, se formam réplicas e mais réplicas de pessoas em todos os estilos: funcionários públicos de alto escalão - prodígios dos concursos; empresários e mais empresários - na onda do empreendedorismo, na contramão da estabilidade, inovadores e destemidos enfrentando desafios; masters terapeutas das terapias mais inusitadas - transcendentais e iluminados valorizando o imaterial, propagando o desapego ao dinheiro e resistência à servidão ao estado e às corporações e, não vamos nos esquecer dos enviados por Deus, representantes legítimos Dele, assim autodeclarados, ou do chefe da boca, rei do tráfico, "O Cara" que também garante sua cota de sucesso dentro da comunidade...

No fim das contas, cada um perseguindo e propagandeando o que é o sucesso dentro de seu unverso.

E então, chegamos ao ponto! Quem é capaz de definir corretamente o que é o sucesso? Existe realmente uma fórmula para alcançá-lo? 

Só você é capaz de definir o que significa o sucesso em sua vida! Não há fórmulas ou padrões de sucesso que tenham validade para todas as pessoas. A única pessoa capaz de estabelecer o que realmente importa, o que realmente tem valor e o que realmente é sucesso em sua vida, é você! E apenas essa escolha consciente será capaz de lhe trazer felicidade!

Em nada adianta você seguir uma fórmula ou tentar obter o que outra pessoa estabeleceu como sucesso para ela, se isso não fizer sentido para você.

De nada adianta, passar em um concurso se você quer empreender, ou empreender se você quer ser terapeuta, ou ser terapeuta se você quer passar em um concurso... Não importa o que digam, isso nunca trará felicidade para a sua vida. 

A única maneira de ter sucesso e ser feliz é saber exatamente qual o significado de sucesso para você!!!

Então, o que é sucesso para você?

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