terça-feira, 23 de junho de 2015

O tabu do sexo na terceira idade

O sexo exerce um importante papel na saúde física e mental de homens e mulheres acima de 60 anos.
É comum as pessoas acreditarem que, depois de uma certa idade, o sexo desapareça da vida particular. Muitos acham que o sexo seja uma atividade presente na vida dos jovens, e que, nos homens, entre os 60 e 70 anos, ele diminua drasticamente, e se torne inexistente depois disso. Nas mulheres, a crença popular é que ele esvaeça ainda mais cedo: a partir da menopausa e a consequente incapacidade de gerar filhos.

Entretanto, segundo apontamentos de estudos recentes, pessoas idosas possuem, sim, uma vida sexual ativa. O sexo exerce um importante papel na saúde física e mental de homens e mulheres acima de 60 anos. Segundo a psicóloga clínica e hospitalar, Carla Ribeiro, de Jacarepaguá- RJ, o ato sexual, nessa idade, assume características particulares.

 “Ele se torna mais tranquilo e carinhoso, próprio de quem já desenvolveu intimidade com a outra pessoa e já conhece a si mesmo muito bem”, afirma.

A especialista em saúde masculina explica que a frequência da relação sexual, para o idoso, não é o mais importante, e, sim, a qualidade dela, detalhe que, geralmente, não é valorizado na juventude. Além disso, é imprescindível que o casal procure manter “a chama acesa”. “O sexo pode ser usado para combater o desânimo perante a vida, que pode aparecer nessa idade, por exemplo. Entusiasmar-se e manter o bom humor é uma ótima forma de manter-se positivo”, pontua Carla.

Ela ainda enfatiza que não deve haver nenhuma forma de preconceito, seja por parte do próprio casal, ou de pessoas próximas, ao tratar sobre sexo na terceira idade. “O ato sexual entre duas pessoas é uma forma de demonstrar amor e manter-se sadio, ele não deve ser tratado como “tabu” por causa da idade dos praticantes”, explica a psicóloga.


Carla Ribeiro.

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